A política em 140 caracteres

O título acima exemplifica um tema que pode ser decisivo nas eleições de 2010, e ainda, modificar permanentemente o jeito de fazer política. Sabe-se que a era digital tem estimulado a difusão de idéias entre as pessoas, estabelecendo um novo canal de comunicação. As opiniões, as concordâncias, e as divergências, passaram a constituir debates mais freqüentes e proveitosos para todos. Afinal, através das redes sociais, por exemplo, é possível agendar um compromisso, conversar sobre um fato e até mesmo construir o futuro do país.

E tudo isso a classe política já percebeu, pelo menos os melhores assessorados e mais antenados. Eles, assim como nós, estão usando as ferramentas que a internet oferece para estarem mais próximos da população, esclarecer seus projetos e contar para o mundo o que estão fazendo e por onde estão passando. Existem até aqueles políticos tidos como “zumbis”, afinal, às três da manhã encontram um excelente momento para twittar.

Parece que não, mas a eficiência de um microblog como o twitter, pode eleger um político. Supondo-se que uma porcentagem de seus seguidores vote nele, conclui-se a viabilidade disso. É claro que as eleições não deixarão de ser corpo a corpo, ou que os métodos tradicionais passaram a ser ineficientes, no entanto, o mundo digital é um novo fator e muito relevante neste cenário. Basta olharmos para a maneira como o mais recente presidente dos EUA, o Obama, foi eleito.

Até aí tudo bem, comprovamos e concordamos que a partir de agora a sociedade está mais próxima de quem é elegível e quem é elegível está mais próximo dos seus eleitores. Entretanto, esta proximidade será duradoura? Ou seja, após as eleições, estes canais diretos com os políticos eleitos continuarão abertos?

Seria muito bom que ficassem. Já imaginaram que maravilha qualquer cidadão conectado às redes sociais poder falar diretamente com quem está no poder. É de se pensar. Seria o feedback perfeito para o eleito, há maneira melhor para saber como está indo o sucesso do seu governo? Isso provocaria um aumento enorme na responsividade(*) da gestão de milhares de políticos espalhados pelo país, da vereança à presidência.

O que vai garantir e consolidar essa nova ferramenta de governo é a participação direta da população, devemos entender que isso exige esclarecimento, deve haver uma mudança de pensamento na sociedade. Desta forma, é fundamental que todos nós estejamos atentos e “seguindo” quem está se candidatando a assumir o controle da nossa nação. Não podemos cobrar resultados daquilo que não conhecemos ou não participamos.

*Responsividade: neste contexto, eficiência em atender as necessidades e anseios da população. Quanto mais responsividade melhor sucedida é a gestão.

Preguiça para ler? Não tem problema, ouve aí embaixo:

Rodrigo Gonçalves – 08/07/2010

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