Solidões entre Milhões

É um tanto quanto curioso! Afinal, falarei sobre solidão neste post, mas acredite, não é uma solidão comum. Eu já tinha conhecimento, e até imaginava, como seria viver sozinho em uma grande metrópole. Apesar de ter nascido em uma, até a última semana nunca havia vivenciado esta experiência.

Durante apenas uma semana vivendo em uma Metrópole, pude concluir várias coisas, e assim quitar diversas indagações que pairavam nos meus pensamentos. Aproveito a deixa para explorar mais o tema “Solidão”, pois acredito que ele deva aflingir milhões de cidadãos, principalmente das grandes cidades.

Parece ser impossível, mas apesar de estar o tempo todo cruzando com pessoas pelas ruas, metrôs e praças, você se sente totalmente solitário. Afinal você sabe, assim como todos sabem, que cada indivíduo naquele instante está “fazendo” a sua vida, da qual na maioria das vezes você não faz parte. Tudo parece ser um jogo, onde cada um recebe um comando, e tem de executá-lo.

Tendo ou não amigos, família, conhecidos, todos lá passam e vivem em uma eterna solidão. Muitas vezes abrandada por breves interações: seja com o caixa da padaria, ou com o cobrador da bilheteria, ou com o necessitado que lhe pede ajuda. Porém isso é tudo ilusão.

O aglomeramento humano reune milhares de vidas, que acontecem de maneira totalmente diferente, por esse motivo provavelmente elas nunca se cruzem. E a solidão comum cresce exponencialmente junto com a população. Funciona como uma roleta russa e todo dia alguém não suporta e é morto pela bala da solidão.

O que vale lembrar e analisar é que aquele que também aguarda o metrô, e está ali ao seu lado, talvez nunca promova qualquer tipo de modificação na sua vida. Seja por que as situações não se construam desta maneira, ou por que ele não amanheça vivo, pois tenha sido sorteado na roleta russa e alvejado pela bala da solidão.

Rodrigo Gonçalves – 17/02/2010


2 Responses to “Solidões entre Milhões”

  1. Só para resaltar, Malthus dizia que a população cresce aritmeticamente.

    Assunto que eu nunca havia pensado. Filosófico.
    O mais engraçado é que neste aglomerado humano pode estar desde aquele que “irá roubar sua casa” ao amor da sua vida, e você os trata com igualdade. Indiferente.

    :x

  2. :) *

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