Todos têm o direito de acessar a “Nuvem”

Mas que nuvem? A nuvem, esta que vc está utilizando para ler este post, a internet. Tenho lido diversas matérias na área da tecnologia, principalmente aquelas que envolvem o acesso à internet interferindo no processo evolutivo da educação.

Nos últimos tempos a internet se tornou essencial em nossas vidas. Eu mesmo não me imagino sem poder acessar a minha lista diária de sites (tomara que o meu blog esteja na sua lista diária). Porém, esta dependência “química” de acessar a nuvem ainda é para poucos. Veja que segundo a Pesquisa Nacional por amostra de domicílios 2008 (PNAD), do IBGE, 65% dos brasileiros ainda não têm acesso à internet.

O Número citado acima é muito preocupante, ainda mais se pensarmos no momento pelo qual estamos passando, onde quase tudo também acontece na internet. Muitas pessoas saem muito pouco de casa como antigamente, afinal até compras de supermercado podem ser feitas pela internet. Porém, isto não é o mais preocupante, mas sim, a quantidade de crianças que acabam tendo o seu desempenho educacional afetado por não terem a oportunidade de fazer parte desta outra dimensão.

Não devemos desconsiderar grandes bibliotecas ou as formas tradicionais de acesso à informação, no entanto, na internet todo o tipo de pesquisa pode ser feita em poucos instantes. E o estudante pode ainda comparar diversas visões sobre o mesmo tema ou até mesmo discutir opniões com outros estudantes, mesmo que estejam do outro lado do mundo. Ou seja, a internet, se bem utilizada, é uma ferramenta fundamental para formação de um jovem.

Para suportar esta tese, basta analisar alguns estudos de tendência tecnológica e educacional realizados recentemente. As universidades, inclusive as tradicionais e de grande porte, estão escolhendo e fomentando a educação à distância (EAD). Não defendem que o estudo presencial seja eliminado, mas propõem um novo processo de ensino, onde o estudo transcende as teorias e se consolida em cima de diversas ferramentas multimídia que ilustram a vivência prática.

Acredito que não exista coisa mais recompensadora do que discutir questões que envolvem a nossa sociedade com pessoas que estejam inseridas em outras, mais ou menos como um intercâmbio instantâneo e de baixo custo.

Pés no chão, é claro, não vamos fazer de nossas vidas um pedaço da “nuvem”, mas sim fazer com que a “nuvem” traga para nossas vidas uma visão mais ampla dos processos. Aí está um pouco do conceito de “Globalização”.

Agora olhando toda esta transformação, será que podemos permitir que integrantes da nossa sociedade não tenham acesso a este mundo? É claro que não podemos.

Pensando nisso é que alguns estados já têm elaborado programas de universalização do acesso à internet. É o caso do projeto Acessa SP, do Governo de São Paulo, que instituiu 553 Telecentros, onde 1,2milhão de cadastrados podem acessar a internet gratuitamente por 30 minutos. Ou ainda o caso do projeto Rio Estado Digital, do Governo do Rio de Janeiro, onde a proposta é instalar internet Wi-Fi nas comunidades carentes, já foram contemplados o Morro Santa Marta, a Cidade de Deus, e alguns outros locais da cidade.

É de iniciativas assim que o país precisa, mas não é só. Precisamos fomentar o acesso domiciliar à internet, é a única maneira para a nossa população acompanhar a rápida evolução do pocesso educacional, e assim contribuirmos para o desenvolvimento do Brasil.

Por isso, e aí companhias de serviços telefônicos, não seria uma excelente oportunidade para vocês investirem em projetos do terceiro setor? Ainda cumpririam a obrigação de vocês. O que acham?

Fonte de Estatísticas: Revista INFO - Mar/2010

Rodrigo Gonçalves – 21/03/2010

One Response to “Todos têm o direito de acessar a “Nuvem””

  1. Concordo plenamente! Hoje, a internet nos dá com facilidade qualquer tipo de informação, com certeza, iniciativas como essas só tendem a acrescentar na informatização e educação destes que não dispõem de outras ferramentas..

Leave a Reply