O Homem é fruto do meio

Pode parecer absurdo dizer, mas, cada uma de nossas atitudes é resultado da observação de um conjunto de fatores ao longo de nossas vidas. Desde o nosso nascimento aprendemos a como nos portar perante o mundo, também porque somos orientados em cada situação, mas principalmente por observarmos como outras pessoas agem.

Este conjunto de influências acaba moldando o caráter e o perfil de cada indivíduo. E obviamente contribui para a definição do comportamento desse indivíduo, na sua carreira profissional, nos seus relacionamentos pessoais, ou seja, na vida em sociedade.

A cultura é um agente fundamental na concepção da personalidade do homem. O relacionamento entre cultura e indivíduo é tão forte, que muitas pessoas passam a vida pensando de uma mesma maneira ou repetindo certo costume porque aprenderam na infância.

Como havia mencionado tudo isso é decisivo no campo profissional. As nossas raízes, a nossa educação e o nosso caráter têm forte ascendência sobre a nossa trajetória profissional.

Um Administrador Público, por exemplo, além de estar inserido nesta roda viva de formação de caráteres, também vai precisar saber lidar com ela. Afinal, muitas vezes estará decidindo questões que serão condicionantes para certo povo ou certa cultura. E o mais difícil de tudo é que terá de ser imparcial, ou seja, não poderá deixar as suas concepções estritamente pessoais influenciarem de alguma maneira na sua decisão.

Lamentavelmente a imparcialidade não é um fator predominante na área profissional, tampouco no setor público. Todos os dias representantes políticos tomam decisões claramente tendenciosas, ou para beneficiar a si próprio, ou alguém próximo. A corrupção é fruto do meio, nenhum indivíduo nasce corrupto, ele observa e aprende com pessoas corruptas. Por isso que existem famílias brasileiras, com grande representação política e um extenso histórico de corrupção, o exemplo está dentro de casa.

O processo vale para os dois lados é claro. Se a nossa raiz é constituída de idoneidade, correção e compromisso, as nossas atitudes serão condizentes com isso.

O fato é que não há como estudar um indivíduo ou compreender as suas atitudes, desconsiderando as suas raízes. E o sucesso profissional, principalmente na vida pública, está condicionado à capacidade de transcender aos fatores culturais e preservar ao máximo a imparcialidade.

Rodrigo Gonçalves – 28/05/2010

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